A Reforma Tributária marca uma das maiores mudanças fiscais dos últimos anos e deve transformar a forma como supermercados operam, calculam tributos e organizam suas rotinas internas. Como traz novas regras de tributação, alíquotas diferenciadas e mudanças profundas nos processos de apuração, os gestores precisam se preparar desde agora para evitar riscos, retrabalho e custos adicionais no futuro.
A principal alteração é a unificação de impostos que dá origem ao IVA (Imposto sobre Valor Agregado). Dessa forma, o modelo passa a oferecer mais clareza sobre créditos fiscais, além de reduzir complexidades e impactar diretamente a precificação, o cadastro de produtos, a emissão de notas e as rotinas fiscais do setor.
Essa mudança ocorrerá uma substituição progressiva dos impostos antigos — PIS, Cofins, IPI, ICMS e ISS — por alíquotas crescentes dos novos tributos, ao mesmo tempo em que mecanismos de compensação e fundos de desenvolvimento serão ativados para reduzir impactos regionais e setoriais. Durante essa fase, as empresas se adaptarão às novas regras de crédito tributário, notas fiscais e documentação padronizada. Em 2033, encerra-se totalmente o regime antigo e o novo sistema passa a vigorar em sua plenitude.
Como o varejo supermercadista opera com milhares de SKUs e inúmeras classificações fiscais, ele está entre os segmentos mais afetados. Por isso, entender alíquotas diferenciadas e regimes especiais será essencial nos próximos anos.
Alíquotas reduzidas e benefícios fiscais na Reforma Tributária
A Reforma Tributária estabelece percentuais diferenciados para produtos essenciais. Isso é especialmente relevante para supermercados, já que influencia diretamente o preço final, as margens e o cadastro fiscal. Para facilitar, veja como ficam as reduções:
Itens com isenção total (100%)
- Cesta básica essencial
- Medicamentos
- Hortifrutigranjeiros
- Absorventes internos e externos
- Livros, revistas e jornais (imunidade tributária)
Produtos com redução intermediária (60%)
- Alimentos destinados ao consumo humano
- Itens de higiene pessoal e limpeza
- Dispositivos médicos
- Insumos agropecuários e aquícolas
Segmentos com redução moderada (40%)
- Fornecimento de alimentação (lanchonetes, refeições prontas)
Além disso, o novo modelo Split Payment mudará a forma de recolhimento de impostos em determinadas operações, exigindo sistemas preparados para automatizar e validar regras, reduzindo erros e inconsistências.
Quais impactos o supermercadista deve esperar?
Os supermercados devem se preparar para uma série de mudanças e, por isso, é fundamental compreender os principais impactos previstos. Primeiramente, haverá a necessidade de realizar uma revisão completa do cadastro de produtos, o que inclui a atualização de NCM, CST e demais regras de tributação. Além disso, será inevitável o reajuste de preços, já que as novas alíquotas e o modelo do IVA influenciarão diretamente a formação de custos.
Consequentemente, a rotina fiscal precisará ser reorganizada, exigindo a padronização de processos para garantir conformidade e eficiência. Ao mesmo tempo, os estabelecimentos terão um controle maior sobre créditos fiscais, uma vez que as regras passarão a ser mais claras. Por fim, será necessária a adequação a novos modelos de recolhimento, como o Split Payment, o que demandará sistemas atualizados e maior atenção às validações tributárias.
Como a Solidcon ajuda supermercados a se preparar
O Solidcon já está em evolução contínua para atender às novas exigências da Reforma Tributária, oferecendo mais segurança, padronização e agilidade para o supermercadista. Um dos recursos que fortalecem essa transição é a utilização de classificações tributárias atualizadas e centralizadas, garantindo o correto enquadramento fiscal dos produtos.
Hoje, o sistema conta com o campo “cClass Trib” em três pontos estratégicos, permitindo controle, revisão e manutenção das informações de forma prática e padronizada:
Tela de Cadastro de Produto
Aqui o operador já define a classificação tributária diretamente no momento da criação do item.

Tela de Cadastro de Tributações
Permite criar, configurar e padronizar regras fiscais conforme exigências legais e exceções.

Tela de Manutenção de Produtos por Classificação e NCM
Facilita ajustes em massa e revisões durante a transição, reduzindo esforço manual e risco de erro.

Com essa estrutura, o supermercadista passa a contar com maior governança tributária, prevenindo inconsistências e agilizando o processo de adequação ao novo modelo fiscal.
Conclusão
A Reforma Tributária vai exigir preparação, revisão de processos e atualização tecnológica. Para os supermercados, o impacto é direto — do cadastro de produtos à precificação. Com o apoio de um ERP preparado, como o Solidcon, é possível atravessar essa transição com segurança, eficiência e menor risco fiscal.
Confira também: PDV para supermercado | Cálculo estoque mínimo | Software supermercado
